Com a colaboração da Turma de Oratória do Senac Floripa, realizei um Teste Sensorial, com o objetivo de mostrar aos alunos, como as reações podem ser totalmente diferentes diante de um mesmo objeto ou sensação mostrada.
Público participante: 16 pessoas
Atividade se iniciava com todos relaxados e com os olhos fechados, em meditação.
O que fazer: diante do "estímulo" oferecido, os participantes deveriam escrever no papel a "sensação" ou a "informação primeira" que a memória havia registrado.
Teste visual: reação à mostra de uma garrafinha de "laranjinha"
Teste do tato: localizar rapidamente45 de olhos fechados, a carteira de identidade dentro da carteira ou bolsa
Teste do paladar: de olhos fechados, pegar um "bis" e degustá-lo.
Teste da audição: de olhos fechados ouvir o assobio do professor que tocou "Love Story"
Teste do olfato: de olhos fechados os participantes anotavam as reações diante do cheiro da "casca de uma bergamota" que foi amassada pelo professor.
Visual > a maioria das sensações remeteram a sensações de "sede" e lembranças da "infância".
Tato > 30% dos participantes chegaram a sua carteira em 10 segundos. Os demais demoraram mais e uma não encontrou.
Paladar > a maioria demonstrou a potência do chocolate, dizendo ser prazeroso, doce.
Audição > as reações foram diferenciadas: 45% relaxaram; 30% tiveram sensações de abandono e tristeza; 25% não se sentiram bem com a música romântica. E eram jovens.
Olfato > comprovei, mais uma vez, a relação do olfato com sensações da "infância" e da "adolescência" pois a maioria lembrou de fatos da "descoberta" do prazer de comer frutas e peripécias que haviam feito.
O teste unânime foi apenas o Paladar.
Para que serve o Teste Sensorial? Para provar que, quando falamos diante de pessoas, o que dizemos pode provocar sensações e informações diferentes. Por isso devemos ser claros, objetivos e diretos no que pretendemos dizer na mensagem, para que ela não tenha outras "interpretações".
